quinta-feira, 23 de setembro de 2010

A "voz" de Santa Maria. 103.2 FM


No passado dia 13 de Setembro os sócios do Clube Asas do Atlântico decidiram em Assembleia Geral autorizar a direcção a efectuar a um emprestimo na banca para aquisição de um novo Emissor de Radio FM, no valor aproximado de 21.000 €.
Pelo que sei o actual emissor não tem reparação possível e a “voz de Santa Maria” está a trabalhar com o velhinho equipamento. Evidentemente sem qualidade.

Esta é a decisão. Está decidido. Foram os sócios que o dicidiram. Ponto final.
Contudo, como sócio do Asas (não o fiz em local próprio por razões profissionais) e como Mariense, levanto alguns considerandos:

1º-A verdade, é que a parte social do clube não se desenvolveu nestes últimos anos porque a Rádio, é económicamente deficitária. Têm sido os sócios (com as suas quotas e com o seu trabalho) e o bar , que a tem mantido no ar. Como devem calcular com enormes dificuldades. As últimas Direcções que por lá passaram sempre referiram a Rádio como sendo o calcanhar d’Aquiles do Clube. Não deixando contudo de destacar o empenho e profissionalismo dos colaboradores.
2º- Também é verdade que o Asas é uma associação “diferente” porque tem uma Rádio.
3º- Mas também é verdade que se não fosse a Rádio, com o peso financeiro negativo que tem e com os investimentos que lá têm sido feitos em equipamento , que o ASAS hoje podia ter uma magnifica sede (e não tem).
Agora , o ASAS recebeu do Governo Regional um apoio para a reconstrução da sua sede no valor 100.000 €. Como toda a gente sabe o preço da construção cívil em Santa Maria, rapidamente consegue-se concluir que vai ser ser exigido da Direcção muito empenho, dedicação e imaginação para efectuar qualquer obra com aquele valor, muito mais uma sede com sala de jogos, bar, WC’s, biblioteca, etc.
Mais grave é a situação, quando a tudo isso, se adiciona a prestação mensal de um empréstimo de 21.000 € ( o tal para a aquisição do novo Emissor). Este investimento (empréstimo) vai certamente hipotecar as soluções para a fase final da obra visto que reduz a capacidade de endividamento do clube! (Estamos a falar de 4.000 contos, dá muito bloco, muita tábua, muito mobiliário).
Temo, como sócio, que novamente a sede social seja prejudicada em função do “serviço público” a Rádio.
As perguntas, para as quais não tenho resposta (alías tenho mas não quero influenciar o leitor) são as seguintes:

- Não é a estação emissora uma estação da ilha? Não presta um enorme serviço Público? Então deverá ser mesmo o ASAS e só o ASAS, a pagar novamente todo este investimento?
- 100.000€, para um Clube que quer reconstruir a sua sede, que é uma referencia da ilha no exterior, que há mais de 50 anos presta um serviço público de informação/entretenimento, que é um exemplo de associativismo, é suficiente? (Quanto não custou o edifício da RDP?)

E nós MARIENSES (todos nós sem excepção) qual é a nossa responsabilidade no meio disto tudo????

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

BI-CAMPEÕES

Os trofeus à equipa vencedora Rodrigo Soares e Ana Rui Soares


Melhor exemplar . um Wahoo com 30 kg - Ana Rui


A equipa vencedora : ODISSEIA TEAM
Os 3 Wahoo's capturados (30, 20 e 16 Kgs)

No passado dia 11 de Set, o CNSM realizou a 3ºedição da prova de corrico para crianças (infanto-juvenil).

Particiapram 7 embarcações, (pena não terem sido mais) com grande espirito de sacrificio, pois o tempo estava um pouco desagradável. Foi pena, mas S.Pedro é que manda.

O importante é que esta prova é uma prova de familia, pais e filhos juntos numa saída p'ro mar.

Mesmo os que não caputaram nada devertiram-se. E isso é que é importante.

O almoço oferecido pelo Clube, excelente. Um franco convivio entre amigos.Os treféus dignos. Só faltou mesmo os diplomas de participação para todos, na minha opinião.

Como pai "babado" informo que a equipa vencedora foi o "odisseia team" ao qual associou também o troféu de "melhor exemplar", um Wahoo com 30 kg.

Estes troféus já vão entrando na minha casa 2 anos seguidos. (daqui a dias ainda me proibem de entrar eheheheh)

Bem hajam


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Atum (100 kg de Força Bruta)


Conheço quem diga (e bem!) que mais vale um mau dia de pesca do que um bom dia de trabalho.

A Pesca para o pescador desportivo é um "estado de alma" é quase uma forma de vida.

Quando estamos na pesca e um carreto dispara (strike) aquele barulho do alarme é um choque que descarrega uma injecção de adrenalina pelo corpo todo. Ficamos, literalmente, a tremer.

A "luta" (combate) que se avizinha entre pescador e peixe, é algo que transcende o imaginavél e somente compreensivel por quem já viveu esta experiencia.
Este combate pode ser entre um atum de 60kg com um carreto de 80 lb, ou com um bonito de 6kg com um carreto de 30 lb. A dificuldade é sensivelmente a mesma e o prazer é enorme

Agora, quando a isso se associa a possibilidade de captura do "Peixe de uma Vida" , "o tal" aquele que normalmente se vai embora, o recorde;... então!!!...é a cereja em cima do bolo.

Eu, o Rui Ferreira e o Carlos Ribeiro no dia 17 de Agosto, fomos contemplados com esta honra.

Este exemplar:

Um rabilho, com (para os peritos em visão que conseguiram ver numa balança daquele tamanho ) 99,9999 kg, com uma amostra artesanal feita por mim (Made in Santana).

PS: Já estou à procura de um com 101 Kg (eheheh)

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Mais uma Maré


Mais uma.
Sim , é verdade! Mais uma Maré. E já lá vão 26.
Mas também é verdade, que cada vez mais, me identifico menos, com esta Maré, que vi crescer.

Um mau Sinal!? Quer dizer que estou a ficar velho!? Possivelmente.

Mas será só isso?

Solicito que me acompanhem num mero exercício de raciocínio, na minha opinião, lógico.

Se recuarmos no tempo a Maré tinha um figurino diferente. Um único espaço, 3 grupos por noite.
Ali nos encontravamos e ficavamos a noite inteira. Naquele espaço ouviamos música conversavamos, discutiamos futebol, comentavamos as boas “calças de gangas” que por ali andavam e bebiamos uns copitos quando a musica interessava menos. A maré ( pasto) era um “meeting point” de Gerações e de amigos. A maré(evento musical) um ponto de encontro de músicos e culturas musicais.

Hoje a Maré é um festival, com dois polos de atracção , os dois Palcos, e uma mistura de DJ’s (músicos?) e músicos.

Todo o espaço da praia é uma passadeira que liga estes dois pontos onde a máquina “dinheiro” se instalou (promoção TMN, tascas, vendedores ambulantes, este ano sem ciganos, etc) digamos, a parte profana da festa.

Este novo figurino está assim desenhado para que o festivaleiro gaste mais dinheiro, porque ao circular por esta “via ápia de oportunidades”, é mais um cachorro ou mais uma caipirinha ou até uns óculos que piscam. Dinheiro este que não entra nos cofres da Maré, mas satisfaz outros interesses. Se ficassemos no pasto estes Euros ficavam no bar.

Em termos músicais a maré apostou em estilos, mais direcionados para um público alvo, os jovens entre 15 e 25 anos. Esta tendência que se tem vindo a afirmar como opção resulta num corte evidente com o passado e com a minha geração , os “cotas”.

Essa “Falta de Respeito”, para quem como eu, viveu todas as 26 Marés, provoca alguma tristeza, alguma mágoa. Imagino que para o MAX, ou para José Maria Bairos ou para outro qualquer “fundador” deva ser um pouco mais dificil.

Contudo, esta opção que a Direcção da Maré tomou tem lógica e se calhar até está correcta.
Vejam.
Ao apostar num público mais jovem está a fidelizar este público para os proximos anos.
Garantia de continuidade.

Quem vem à maré, volta! E quem volta traz mais alguém consigo. E este “ traz um amigo tambem” transforma-se numa moda.
Só assim assim se explica este crescente de pessoas, de ano para ano. Este aumento originará obiamente outros problemas, mas isto será para outro post.

Com este aumento de público e com a tendência dos politicos em apostar cada vez mais na juventude, a Maré ao fazer o mesmo, está a garantir também os respectivos apoios financeiros públicos e a tornar-se aptecível ao investimento privado.

Se quizermos até ser visionários, sabemos que os jovens de hoje serão os dirigentes do amanhã, e se eles identificarem com a maré, mais facil surgirão os apoios ;).
Por tudo isso acredito que a maré está bem e recomenda-se.

A Maré atingiu um estado de maturidade que mantendo sua irreverência, sabe muito bem o que quer , o que faz e para onde quer ir.

A Maré de Agosto está na Moda.

Parabéns João Pimentel e sua trupe.Parabens a todos.

Já agora em jeito de “discos pedidos”, para o ano no palco Castelo ou noutro mais pequeno que apareça, uma noite cá p’rós cotas do princípio ao fim dava um jeitão.

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Pequenas Notas Soltas

- Festas de 15 de Agosto - Vivó Rouginol Faduncho; Ronda; Restaurante do ASAS e para quem aprecia o Sr. Marco Paulo. A solução do “espaço das tasquinhas “ não me convenceu.

- Rally Santa Maria - Mais uma boa organização do ASAS, pena é que à partida a classificação esteja praticamente defenida. O que retira o interesse do Rally. Mas, mais uma vez se provou que os Marienses sabem e gostam de Rally’s.

- Reparem que deve ser o 1ª ano sem nemhum acidente de viação (mesmo na semana que antecede o Rally). Acredito que tenha a ver com a presença do RADAR em Santa Maria.Pelo que sei a “margem” este ano foi bem maior (75Km/h) . Se assim for este aspecto pedagógico e de intimidação da PSP é positivo e bem vindo, nesta época.

- A Marina - para quem esteve atento, reparou certamente, no elevado número de de Iates outras embarcações que nos visitaram. É a vertente turística daquele investimento. O Clube Naval modernizou-se e melhorou os seus serviços na tentativa de cumprir a sua “responsabilidade Civil”. Muito bem.

“Paralelo 37”, “Dollabarat” e “Jorge Botelho” empresas de maritimo-turistica a realizarem um execelente trabalho com muito profissionalismo. Parabéns!. Nós Marienses agradecemos.

E agora venha a Maré.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Gala Mariense?? Homenagem a quem...???

Não posso acreditar

Já tinha ouvido falar mas não quis acreditar !
Hoje tive a confirmação. Li no Jornal (AO de 9 de Agosto).
A Organização da Gala do Desporto Mariense decidiu este ano, homenagear Horácio Franco, piloto de rally’s.
Não consigo perceber como é possível tal coisa. Só por pura ingorância, é que se comete uma tamanha falta de respeito e consideração por todos aqueles que nestes anos estiveram (com sacrificio da sua vida privada) à frente do Rally de Santa Maria. Como é que se ofende assim toda uma geração (centenas de marienses envolvidos)que durante todos estes anos, promoveu e defendeu o maior evento desportivo de Santa Maria.

Se bem se lembram, Horácio Franco, foi sempre um crítico do nosso rally. Todos os anos falava mal da organização. Quando não ganhava então!!… era um Deus nos acuda. Perdia todo o verniz
Foi por sua causa, que o nosso rally perdeu a sua caracteristica única. Ser o rally misto dos Açores.
Vários foram os artigos públicados na imprensa micaelense (e açoriana) em que Horácio Franco, o homenageado, criticava e punha em causa a honestidade e competência de toda uma organização (director, comissários, chefes de posto,controladores, inter’s).
Aqueles que estão por dentro do rally, principalmente as meninas do Secretariado sabem que Horácio Franco, se não pegava pela “,”(virgula) do regulamento , pegava pela “preto” da printer, porque era pouco preto.

Este senhor (micaelense de gema e ser superior, ainda por cima piloto de rally’s) tinha sempre que arranjar qualquer coisa para pegar. Este senhor, gostava mesmo, era de denegrir a imagem do nosso rally e manchar toda uma organização e o bom nome do ASAS.
Mas.. como se costuma a dizer ; “não era defeito era feitio mesmo!”.

Assim foi a postura de Horácio Franco em todas as edições do nosso rally. E com ele, os seus "compadres", Rui Ferreira, Carrelas e mais alguns. e Nós lá fomos "remindo" isso.

E agora, ao fim destes anos todos, uma "dita organização mariense”, em nome de um evento que se intitula de “Gala do Desporto Mariense” sem o apoio de nenhuma “entidade Mariense “ (pelo que me constou) e principalmente em nome dos MARIENSES, vem prestar homenagem a esta gente?!!!!
Por favor. Tenham vergonha.
Se já tinha duvidas da seriedade e respeitabilidade desta Gala, com esta fiquei completamente ilucidado.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Se duvidas havia …

Foto: Visão (on-line) 3/8/2010

Com a publicação do despacho final do caso Freeport em que apenas dois dos sete arguidos foram acusados, por tentativa de extorsão, e em que o primeiro-ministro saiu ilibado de qualquer suspeita de envolvimento no caso, ficaram dissipadas todas as duvidas sobre a honestidade do nosso primeiro.
Mesmo com um curso finalizado num Domingo, numa universidade duvidosa, José Socrates é um homem de palavra , um homem que não mente. Neste caso, ele sempe se afirmou inocente.

Só não se comprende porque é que não foi ouvido no ministério Publico.
Então, um caso que se arrastou por mais de seis anos, em que, e segundo o Procurador Geral da Republica, os investigadores ouviram quem quiseram, como quiseram e onde quiseram, qual é a explicação credível para não ter sido ouvido quem quer que seja?
Se o principal visado não foi ouvido é porque existiram razões para isso e/ou os responsáveis pela investigação (por qualquer motivo desconhecido) não o quiseram fazer. Certo?

Na minha modesta opinião não sei qual a dificuldade em perceber o óbvio.
Como todos nós (pessoas de boa fé) sabemos, o nosso primeiro ministro é, e sempre foi, uma pessoa de palavra, um homem de Honra, um politico de caracter.
Assim é fácil entender o porquê de não lhe terem feito as tais 27 perguntas. Porque a primeira, certamente seria, se teve alguma coisa a ver com o caso?.!

E... sabendo eu, como Socrates gosta de “botar palavra”, tenho a certeza que contaria toda a verdade, e certamente surpreenderia o País.
Daí “o medo” dos investigadores.
Essa é que é essa !